Não te compro
Com a minha poesia
Porque ela não cabe
No seu bolso
sábado, 18 de agosto de 2007
domingo, 5 de agosto de 2007
TROVA DE UM HOMÔNIMO
De Pe. Celso de Carvalho, meu homônimo descoberto no Google:
Se toda ilusão frustrada
se tornasse assombração,
que casa mal assombrada
não seria o coração!
Vá que se louve a formiga,
e à cigarra se condene...
Mas, quem teceu essa intriga
foi a cigarra: La Fontaine!
domingo, 29 de julho de 2007
sexta-feira, 27 de julho de 2007
quinta-feira, 5 de julho de 2007
terça-feira, 26 de junho de 2007
segunda-feira, 18 de junho de 2007
QUANTO AO TEMPO
terça-feira, 5 de junho de 2007
VIDA LONGA, do jovem poeta juazeirense Marcos Élder Vieira de Carvalho

Vida longa à eternidade
Vida longa aos prazeres
Vida longa aos sonhos,
aos encontros,
às verdades...
Vida longa à novidade,
construindo novas cidades,
fundamentadas em dejetos de concretos...
Vida longa à alegria, alegorias, fantasias.
Vida longa ao fósforo no palito,
à borboleta flutuante,
no meu prato, os mariscos...
Vida longa aos mendigos, analfabetos, sem teto sem nada,
Vida longa à jornada
que ninguém sabe onde chega, ou de onde parte,
Vida longa à mocidade, com seus 20, 50, 130 anos.
Vida longa à longevidade
longe a vida que alonga suas vaidades,
perto do acaso,
Ocasionando situações de embaraço,
mas sempre esperançosa de um novo amanhã,
a cada ocaso...
quarta-feira, 30 de maio de 2007
domingo, 20 de maio de 2007
segunda-feira, 14 de maio de 2007
MINHA LUZ, para Luciana
Sua luz
Espantou neblina
No meu coração
Soprou, serenou, colou
E era noite no meu continente
Soprou, serenou, calou
Gerou uma fonte, um rio nascente
Alegra meu olho
Pessoa
Vivo no esconderijo de Deus
Com você
Claro sol além alvorada
O sorriso seu
Me abre os dias
Com calor vivo
Quando a calma
Detona todas as nuvens
O céu é seu rosto
Aberto no meu olho
quinta-feira, 10 de maio de 2007
terça-feira, 8 de maio de 2007
CAVERNÃO
HOLLYWOOD miludeHOLLYWOOD milude não
Ô penso que tava
veno almas vivas na luz
tava in túneis
voava
vivia com os ilustres
e nas estórias
passadas no cavernão
O filmaluz é cousas de mentirinha
Situação capturada
junto com gente
no cavernão
Hoje pode doer,
mas a gente
vai mergulhando
nas cores das estórias
do Cavernão
ALÔ BARATA
Será que Deus
E o inconsciente
Não são o mesmo
A mesma coisa?
Ói eles,
Num grande campo
Consciência transformada
Percepção expandida!
Mundo de fábulas
O sem fim...
E seus personagens interiores,
Como aquela barata
Que poderia estar
No sapato
Que eu vou calçar agora.
E o inconsciente
Não são o mesmo
A mesma coisa?
Ói eles,
Num grande campo
Consciência transformada
Percepção expandida!
Mundo de fábulas
O sem fim...
E seus personagens interiores,
Como aquela barata
Que poderia estar
No sapato
Que eu vou calçar agora.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Pedido de Visita
Poesia
Visite me todo dia
Pousa e fuja, que seja
Em teu tanto vagar
Me traduz traz e luz
Abra a cortina de minh'alma
O véu cheio de dia a dia
Pra visualizar teus vôos
Meu olho é pequeno noTempo
E ampla em você navega
Minha letra
Poesia
Visite she todo dia
Visite me todo dia
Pousa e fuja, que seja
Em teu tanto vagar
Me traduz traz e luz
Abra a cortina de minh'alma
O véu cheio de dia a dia
Pra visualizar teus vôos
Meu olho é pequeno noTempo
E ampla em você navega
Minha letra
Poesia
Visite she todo dia
sábado, 5 de maio de 2007
O Humano Lírico e a Imagem Total
Texto de Fernando Catani, publicado em www.negativoonline.com
Escrevi este trecho de poema enquanto assistia a um filme sobre dança de salão: “Quando eu estiver para morrer... sei lá... toquem um tango. E depois me façam lembrar de todos eles, um por um. Como numa reviravolta de alegria e lágrimas que me fará sentir tudo o que vivi aqui nesta sala. Quando eu já tiver fechado os meus olhos, vão embora em silêncio depois de beijar os meus pés. Deixem-me lá naquele limbo do canto dos campos em que há bastante sombra e umidade. Esqueçam o caminho pelo qual me conduziram, e me deixem nu. Quando tudo sumir, tudo misturar, leiam mais alguns poemas, e deitem-se para dormir em paz”.
Tudo é poesia. Tudo que criamos para explicar o mundo é poesia. A poesia é transformar o que vemos do mundo através da imaginação, distorcendo as imagens que temos desse mundo. Isso é imaginar. Não poderíamos entender, ou melhor, conceber o mundo se não fosse nossa capacidade de diluí-lo em poesia. Até mesmo a idéia acerca da razão é poética. É em si uma poetização. Sabe-se lá o que seja razão, porque aqui neste texto não sabemos. Mas sabemos de sua idealização, de seu estado imagético que, por isso, é poesia. Poesia não é somente escrever poemas, embora estes sejam uma parte de todo o processo.
Criar explicações da vida é que é poesia. E todas essas explicações são metafóricas, e todas, poéticas. As teorias científicas são tão poéticas quanto aquele poema delirante perdido na estante empoeirada. Imaginem uma grande explosão que ainda se expande num espaço completamente indefinível. Ora, a ciência nada mais é do que a grande arte da nomeação poética. São antes de tudo grandes idéias que estão sempre em busca de explicar a si mesmas, para, ingenuamente, como é a principal característica do poema, acreditar que podem explicar o universo. São devaneios, sonhos tênues que podem tornar-se tudo, que podem existir.
Alguns são daqueles poetas hipertrofiados que, obcecados, criam coisas que são muito específicas. Mas existem os poetas que, de tão simples, não necessitam de quase nada. As religiões são sistemas poéticos de explicações. Só que, de tão elaborados, se tornaram extremamente complexos e complicados. São os poemas dos séculos sobre séculos. Quando vamos a um lugar fantasioso de determinada religião, queremos encontrar a poesia que foi elaborada ao longo de muitos anos em um mesmo ritmo. Tudo o que as idéias falam existe de uma forma abstrata que só a poesia pode literalizar em suas metáforas, em seus arquétipos. Nada é tão útil como queremos acreditar, mas tudo é uma maneira poetizada de realizar nossa imaginação.
O computador não é útil, ele é apenas uma forma de poesia, uma coisa para explicar o mundo e a nós mesmos enquanto vivemos. Não se pode explicar nada sem imagens poéticas, por isso inventamos tantas coisas líricas. Somos buscadores de explicações, e o resultado de nosso trabalho é sempre uma arrumação poética que se materializa de alguma maneira. Sem essas nossas “poetizações”, teríamos um total silêncio. É possível encontrar poesia até numa tragédia. Tornemo-la sublime. Isso não é um mal, mas nossa essência, nossa qualidade humana.
Somos poetizantes. Até aquilo que os críticos mais pedantes julgam ridículo é carregado de poesia. Quem pode julgar o efeito que alguma coisa causa em outra pessoa? Quem pode desqualificar uma situação poética somente por uma avaliação de estilo? A poesia é aquilo que nos toca, nos afeta para explicar aquilo que amamos ou odiamos. A poesia não é feita somente para os que se julgam bons. Ela pode afetar até os mais horripilantes malfeitores. Ela é indomável. Não está a serviço de ninguém. Pois é como a própria vida. Não tem garantia. É o que no mundo humano mais se aproxima do arquétipo do uno divino, está aí para todos sem nenhuma restrição.Nada pode garantir que uma beleza natural não se torne destruidora de um momento para outro. O ser humano não seria diferente daquilo que é parte. O momento da poesia é o presente. O presente é só um dia. O que aconteceu antes de acordarmos está morto e o que acontecerá depois de dormirmos é completamente imprevisível. Só se vive no presente. Só se vive durante um dia. A poesia é passar por este período e explicá-lo da melhor maneira possível. As marcas do poema da vida se perdem nas ilusões do futuro e as dúvidas das imagens somem no medo do passado. Por isso o poema é eternamente recriado por nós a cada dia. Lutamos para negar opressão da ilusão e do medo. O poema é o resultado de uma transgressão que heroicamente realizamos diante de nossa condição humana. A poesia nos fascina, e esse fascínio é sua própria essência. Ela é o exercício de viver e amar esse presente que não podemos prender porque passa a cada segundo. O poema é o registro dessa aceleração do viver que se perde sempre, dessa morte vivente que nos cerca. Não nos iludamos em pensar que descobrimos nos resultados desse impulso poético as respostas, porque não somos seres de respostas.
Somos seres de explicações eternas. Somos criadores de fluxos de explicações. Quando nos prendemos a uma explicação específica corremos o risco de perder a capacidade de criar a poética de nossa vida. E é essa mesma capacidade que procria as explicações a que nos apegamos. Mas esse apego é justamente aquilo que não é o objetivo espiritual dos poemas. Eles são somente um comunicado, uma mensagem, um álibi. Eles são uma pista do desconhecido, um vestígio para nos mantermos no caminho deste desconhecido. Porque a imensidão da vida é incompreensível simplesmente, mas o amor por ela exige explicações que nos garantam um pequeno eco que orienta um caminho delirante. As explicações na forma dos poemas humanos são esses ecos que, embora nada sejam da imensidão, nos fazem seguir num rumo de ineditismo. Por isso exigimos que o poema deva ser inédito, para se equivaler ao desconhecido. Somente o desconhecido é vivo. Quando conhecemos algo é porque já está morto. Somente o poema simula isso de uma maneira interessante para o ser humano. Quando o poema é equânime ao desconhecido, revelando não a impossível visão da sua face, mas nosso espanto em relação a ela, podemos estar felizes de que seguimos naquela pista misteriosa da eternidade insuperável. Tudo aquilo que criamos é apenas uma explicação deste impacto. Tudo o que criamos é poesia como delírio e revelação. E este é nosso único caminho para aquilo que somos realmente, mas que nunca nos será revelado totalmente. Abram bem todos os sentidos que julguem existir e busquem apenas o impulso poético de explicar isso por si mesmos. Lembrem-se de mim na próxima sessão de cinema e depois escrevam seus próprios poemas.
Contato: fcatani@uol.com.br
Escrevi este trecho de poema enquanto assistia a um filme sobre dança de salão: “Quando eu estiver para morrer... sei lá... toquem um tango. E depois me façam lembrar de todos eles, um por um. Como numa reviravolta de alegria e lágrimas que me fará sentir tudo o que vivi aqui nesta sala. Quando eu já tiver fechado os meus olhos, vão embora em silêncio depois de beijar os meus pés. Deixem-me lá naquele limbo do canto dos campos em que há bastante sombra e umidade. Esqueçam o caminho pelo qual me conduziram, e me deixem nu. Quando tudo sumir, tudo misturar, leiam mais alguns poemas, e deitem-se para dormir em paz”.
Tudo é poesia. Tudo que criamos para explicar o mundo é poesia. A poesia é transformar o que vemos do mundo através da imaginação, distorcendo as imagens que temos desse mundo. Isso é imaginar. Não poderíamos entender, ou melhor, conceber o mundo se não fosse nossa capacidade de diluí-lo em poesia. Até mesmo a idéia acerca da razão é poética. É em si uma poetização. Sabe-se lá o que seja razão, porque aqui neste texto não sabemos. Mas sabemos de sua idealização, de seu estado imagético que, por isso, é poesia. Poesia não é somente escrever poemas, embora estes sejam uma parte de todo o processo.
Criar explicações da vida é que é poesia. E todas essas explicações são metafóricas, e todas, poéticas. As teorias científicas são tão poéticas quanto aquele poema delirante perdido na estante empoeirada. Imaginem uma grande explosão que ainda se expande num espaço completamente indefinível. Ora, a ciência nada mais é do que a grande arte da nomeação poética. São antes de tudo grandes idéias que estão sempre em busca de explicar a si mesmas, para, ingenuamente, como é a principal característica do poema, acreditar que podem explicar o universo. São devaneios, sonhos tênues que podem tornar-se tudo, que podem existir.
Alguns são daqueles poetas hipertrofiados que, obcecados, criam coisas que são muito específicas. Mas existem os poetas que, de tão simples, não necessitam de quase nada. As religiões são sistemas poéticos de explicações. Só que, de tão elaborados, se tornaram extremamente complexos e complicados. São os poemas dos séculos sobre séculos. Quando vamos a um lugar fantasioso de determinada religião, queremos encontrar a poesia que foi elaborada ao longo de muitos anos em um mesmo ritmo. Tudo o que as idéias falam existe de uma forma abstrata que só a poesia pode literalizar em suas metáforas, em seus arquétipos. Nada é tão útil como queremos acreditar, mas tudo é uma maneira poetizada de realizar nossa imaginação.
O computador não é útil, ele é apenas uma forma de poesia, uma coisa para explicar o mundo e a nós mesmos enquanto vivemos. Não se pode explicar nada sem imagens poéticas, por isso inventamos tantas coisas líricas. Somos buscadores de explicações, e o resultado de nosso trabalho é sempre uma arrumação poética que se materializa de alguma maneira. Sem essas nossas “poetizações”, teríamos um total silêncio. É possível encontrar poesia até numa tragédia. Tornemo-la sublime. Isso não é um mal, mas nossa essência, nossa qualidade humana.
Somos poetizantes. Até aquilo que os críticos mais pedantes julgam ridículo é carregado de poesia. Quem pode julgar o efeito que alguma coisa causa em outra pessoa? Quem pode desqualificar uma situação poética somente por uma avaliação de estilo? A poesia é aquilo que nos toca, nos afeta para explicar aquilo que amamos ou odiamos. A poesia não é feita somente para os que se julgam bons. Ela pode afetar até os mais horripilantes malfeitores. Ela é indomável. Não está a serviço de ninguém. Pois é como a própria vida. Não tem garantia. É o que no mundo humano mais se aproxima do arquétipo do uno divino, está aí para todos sem nenhuma restrição.Nada pode garantir que uma beleza natural não se torne destruidora de um momento para outro. O ser humano não seria diferente daquilo que é parte. O momento da poesia é o presente. O presente é só um dia. O que aconteceu antes de acordarmos está morto e o que acontecerá depois de dormirmos é completamente imprevisível. Só se vive no presente. Só se vive durante um dia. A poesia é passar por este período e explicá-lo da melhor maneira possível. As marcas do poema da vida se perdem nas ilusões do futuro e as dúvidas das imagens somem no medo do passado. Por isso o poema é eternamente recriado por nós a cada dia. Lutamos para negar opressão da ilusão e do medo. O poema é o resultado de uma transgressão que heroicamente realizamos diante de nossa condição humana. A poesia nos fascina, e esse fascínio é sua própria essência. Ela é o exercício de viver e amar esse presente que não podemos prender porque passa a cada segundo. O poema é o registro dessa aceleração do viver que se perde sempre, dessa morte vivente que nos cerca. Não nos iludamos em pensar que descobrimos nos resultados desse impulso poético as respostas, porque não somos seres de respostas.
Somos seres de explicações eternas. Somos criadores de fluxos de explicações. Quando nos prendemos a uma explicação específica corremos o risco de perder a capacidade de criar a poética de nossa vida. E é essa mesma capacidade que procria as explicações a que nos apegamos. Mas esse apego é justamente aquilo que não é o objetivo espiritual dos poemas. Eles são somente um comunicado, uma mensagem, um álibi. Eles são uma pista do desconhecido, um vestígio para nos mantermos no caminho deste desconhecido. Porque a imensidão da vida é incompreensível simplesmente, mas o amor por ela exige explicações que nos garantam um pequeno eco que orienta um caminho delirante. As explicações na forma dos poemas humanos são esses ecos que, embora nada sejam da imensidão, nos fazem seguir num rumo de ineditismo. Por isso exigimos que o poema deva ser inédito, para se equivaler ao desconhecido. Somente o desconhecido é vivo. Quando conhecemos algo é porque já está morto. Somente o poema simula isso de uma maneira interessante para o ser humano. Quando o poema é equânime ao desconhecido, revelando não a impossível visão da sua face, mas nosso espanto em relação a ela, podemos estar felizes de que seguimos naquela pista misteriosa da eternidade insuperável. Tudo aquilo que criamos é apenas uma explicação deste impacto. Tudo o que criamos é poesia como delírio e revelação. E este é nosso único caminho para aquilo que somos realmente, mas que nunca nos será revelado totalmente. Abram bem todos os sentidos que julguem existir e busquem apenas o impulso poético de explicar isso por si mesmos. Lembrem-se de mim na próxima sessão de cinema e depois escrevam seus próprios poemas.
Contato: fcatani@uol.com.br
sexta-feira, 4 de maio de 2007
quarta-feira, 2 de maio de 2007
FASES
Não passei por fase nenhuma
Entrei em todas elas
Sem ter saído das demais
Mergulhado em todas
Posso revisitá-las
A qualquer instante
segunda-feira, 30 de abril de 2007
PARECE
Esplêndida é desvairada
Jocosa visguenta
E corrobora nojenta
Jocosa visguenta
E corrobora nojenta
Inspiração: nebulosa
Esperança vaga
Tarde: cachaça de rolha e mão na mão
Esperança vaga
Tarde: cachaça de rolha e mão na mão
Arara vice-versa
Chacoalha que chacoalha
Oxítona é proparoxítona
Chacoalha que chacoalha
Oxítona é proparoxítona
sexta-feira, 27 de abril de 2007
ACORDE VERSO
Acorde verso,
Acorde verso,
Acode!
Diversos acordes
Para lá da palavra
Do sonho do som,
Imersos no imenso mar
Do universo,
Acordem o verso!
A cor do verso,
Acorde,
Que embale as balas
Em cores diversas
Nos aniversários
Do desarmamento.
Acorde verso,
Amor do verso,
Oh, morte!
Sem adversários,
Sem cordas inversas.
E faça as facas ficarem
No pensamento.
À morte, o avesso.
O amo-te em verso,
Oh, vida!
O mote a oração,
Mensagens ao coração,
No homem atadas
Em cada momento.
Acorde verso,
Acode!
Diversos acordes
Para lá da palavra
Do sonho do som,
Imersos no imenso mar
Do universo,
Acordem o verso!
A cor do verso,
Acorde,
Que embale as balas
Em cores diversas
Nos aniversários
Do desarmamento.
Acorde verso,
Amor do verso,
Oh, morte!
Sem adversários,
Sem cordas inversas.
E faça as facas ficarem
No pensamento.
À morte, o avesso.
O amo-te em verso,
Oh, vida!
O mote a oração,
Mensagens ao coração,
No homem atadas
Em cada momento.
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